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Entrevista #9 – Clarice Freire e o livro que...

Entrevista #9 – Clarice Freire e o livro que pode mudar a lei da gravidade

Dia 19 de agosto acontecerá o lançamento do livro da recifense Clarice Freire, que fez sucesso com seu blog e atingiu mais de um milhão de curtidas no facebook. Você já pode fazer o pedido nesse link aqui. Se você ainda está na dúvida, temos uma boa notícia. Aproveitamos a ocasião para conversar um pouco mais com a autora. E, te digo, depois do que conversamos e contamos aqui sobre ela e seu trabalho, tenho certeza que pelo menos curiosidade você vai ter sobre esse livro.

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Clarice usou muito bem a tecnologia para dar voz (ou imagem) aos seus pensamentos. Uma das principais coisas que queríamos saber de Clarice Freire era como ela fazia as incríveis postagens dela. Ela então nos disse que fazia isso quase sempre no fim da noite, parecido com um ritual. A ideia vai tomando forma, se concretiza e ela demora poucos 10 minutos para fazer a postagem. Mas ela esclarece que, no início, ela escrevia no caderninho entre uma atividade e outra na agência de publicidade que trabalhava. Só depois a coisa foi ganhando corpo e chegando no que vemos hoje. Ideias também apareciam no meio de uma conversa, então ela se virava rapidamente e anotava o que surgia e, assim, criava mais um texto ao anoitecer. Outro detalhe no processo, é que uma trilha sonora se destaca: Beirut! Sim, ela adora o som da banda e disse que várias vezes só conseguiu botar as ideias pra fora ao som deles.

Ela posta bastante, nós vemos isso. Mas não foi sempre assim. No início ela descartava o que fazia. Foi por insistência de amigos que ela deciciu expor o que escrevia. Ela começou mostrando ao primo escritor, que comentava e dava dicas para ela melhorar. Aos poucos, mostrando as pessoas, ela foi ouvindo, melhorando, incrementando e chegando no nível que vemos hoje.

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Ela escreve de forma delicada sobre a gravidade das coisas. O exemplo que ela me deu para notar bem isso foi o do texto riscos. Ele foi feito ao ver a imagem triste de uma pequena menina sentada, pernas balançando, em cima de um viaduto, com as luzes dos carros passando por debaixo dela. O preocupante e pesado risco que a menina corria se transformou em um texto que tentava desvendar os sonhos daquela menina. Talvez alguém escrevesse indignado sobre as condições em que as crianças nessa cidade estavam expostas, mas não ela. Então explicou que procura ver as coisas não apenas com os olhos, mas com o coração. Daí vem as coisas que ela faz e nos encanta.

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Se havia alguma coisa indispensável para perguntar a Clarice Freire depois de ver os textos e imagens dela, era sobre o tal do amor. Fui com um pouco de receio de parecer filosófico demais mas perguntei: o que é o amor? Ela Ficou um pouco surpresa e eu tentei remediar brincando que parecia ser uma pergunta difícil, mas ela disse que gostava de perguntas difíceis. Sosseguei. Foi quando ela falou que acreditava no amor como escolha e como liberdade ao mesmo tempo. Se de um lado o amor podia ser sentimento, nessa forma ele parecia ser um pouco mal elaborado. Já a escolha pelo amor, a decisão de ter o amor como um guia, e não só como uma sensação, era diferente. E esse amor tinha que ser acompanhado de liberdade. A liberdade não como uma fuga desesperada, mas como algo que flui para todos os lados porque é da natureza das coisas.

E sobre o livro? E sobre ser autora? O livro, é bom dizer, que vai ter muita coisa inédita e com algumas surpresas, como imagens em páginas duplas. Massa! Aproveitei também para perguntar a ela dicas para quem admira essa conquista dela e gostaria também de chegar lá um dia. Ela disse que poderia parecer meio clichê mas uma dica é escrever com o coração, de verdade, sem se preocupar com um público alvo. Mostrar o trabalho a pessoas certas é outra dica. Pessoas que tenham algo a acrescentar, que saibam fazer críticas e ajudem a crescer. Foi com dicas de seus familiares, que já escreviam, que ela disse ter conseguido desenvolver bastante a habilidade da escrita. Também disse que ajudava se você procurasse fazer algo original. Sabe aquilo de pensar fora da caixa? É isso. Nas criações, buscar quebrar as regras e quebrar e quebrar para ter sempre algo novo em mãos.

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No fim, claro, como milhares de pessoas dentre os mais de um milhão de seguidores que ela tem, a equipe do nosso blog quis saber se ela por acaso não aceitaria casar com um de nós. Bem, amigos, felizmente ou não, ela já foi pedida em casamento. E de uma maneira digna da poesia que ela cria. O seu noivo escreveu um livro para fazer o pedido, com direito a mensagens românticas pela cidade dos Beatles e tudo. Esperto esse rapaz, não é verdade? É tudo muito bonito.

Clarice parece ser exatamente o que seus textos mostram. A imagem doce e calma que aparenta entra um pouco em choque com a incrível capacidade de proferir várias ideias por segundo. Como ela mesma disse, ela é um vulcão por dentro. Um vulcão que não queima, mas que adocica e nos faz ver o peso das coisas com beleza. Basta agora nos deliciar com o livro. Preparados?

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