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Entrevista #6 – Um papo com Taty Ferreira, d...

Entrevista #6 – Um papo com Taty Ferreira, do Acidez feminina, na CPRecife 3

Tivemos a oportunidade de falar com Taty Ferreira, também conhecida como a Acid Girl do blog Testosterona e a protagonista do canal Acidez Feminina. Apesar de não ser a única a fazer sucesso na internet, é muito interessante ver uma mulher sem frescura tão admirada. Com uma sinceridade feminina que às vezes incomoda até as mulheres e por usar a tecnologia de uma forma tão bem sucedida, conversamos com ela e tentamos buscar algumas verdades úteis pra gente.

Logo depois de Taty Ferreira terminar a apresentação, fomos para o lado do palco e esperamos uma eternidade de pessoas tirar fotos com ela. Chegou a nossa hora. Aí, de um jeito muito simples e engraçado ela perguntou: “o que vocês querem tanto comigo?”. Talvez tenha passado pela nossa cabeça chamar ela pra tomar uma breja fora do evento. Mas não. Pensamos nos leitores e perguntamos um pouco mais sobre a trajetória internética da Acid Girl.

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Começando do começo, perguntei para ela como foi o início dessa jornada tão legal. Taty me respondeu logo de cara que estava impressionada com a proporção que as coisas tinham tomado. Ela disse nunca ter imaginado palestrar em um evento como a Campus Party. Ela disse que começou a escrever para o blog Testosterona com o personagem fictício Acid Girl, personagem esse que veio um pouco para preservá-la de algum possível transtorno. Contou que queria apenas “falar, falar, falar”. Um pouco depois ela completou dizendo que pensava em criticar coisas que ela achava que podiam ser pensadas. No entanto, sem muita intenção, algo natural. E é assim que me parece mesmo.

Assim, despretensiosamente, ela alcançou uma enorme popularidade. Pensando nas consequências disso, perguntei sobre dinheiro, se existiu um momento que percebeu que poderia viver produzir de conteúdos na internet. Primeiro ela chamou atenção para o fato de o primeiro vídeo dela no Youtube ter alcançado 100 mil visualizações. Com o decorrer do tempo, o próprio site sugeriu que ela habilitasse a opção de ganhar dinheiro com aquilo (o termo é monetização, podem olhar no google). Mas o momento em que ela percebeu que era realmente viável viver disso foi quando, em certo mês, ganhou mais dinheiro do Youtube do que do emprego dela, que era no setor administrativo de um supermercado. Concluindo, ela disse “foda-se vou fazer vídeo”.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=TvwYbFF8tTY&list=UUxdAaYkXAf7xlYAAhf9nsZA[/youtube]

Aproveitando que ela tinha falado um “foda-se” tão forte, perguntei se toda essa sinceridade dela não tinha sido problema. Fiz isso pensando no tão comentado machismo que estaria rondando a sociedade atual e que deixaria até a mais bonita das mulheres imprópria para a vida. Taty me disse que, apesar de parecer esnobe, ela não se preocupou muito com os problemas que poderiam surgir. Disse que sempre gostou de arriscar e se preparar para as consequências do que fazia. Apesar das sábias palavras, tudo que ela disse tinha um ar de piada. Mas piada boa, onde todo mundo ri junto. Falei que em Pernambuco reclamavam muito do machismo e ela disse que onde ela nasceu, no interior de Minas Gerais, era um pouco assim também. Um detalhe é que, na época em que ela começou a publicar os vídeos, ela não estava mais na cidade pequena onde todo mundo conhecia todo mundo. Pensou rapidamente e disse que talvez tivesse alguma preocupação se ainda morasse no interior, mas retomou o que vinha dizendo e reafirmou sua coragem em falar o que pensa na internet: “Na verdade foda-se né, também na vida, porque você tem que fazer o que quer”.

Taty ainda me contou que as dificuldades que ela encontra em manter os vídeos no Youtube são técnicas. É preciso gastar uma grana para ter uma câmera boa, um bom cenário, um bom computador, mas é preciso também ter boas ideias. Como ela faz tudo sozinha, ela disse que era penoso às vezes. Mas tudo está dando certo e acredito que ela nem ligue muito pra isso, como não parece ligar para muita coisa além do que fazer o que gosta. Ainda disse que gostou muito de Recife, achou tudo muito bonito e lamentou não ter tido tempo pra aproveitar. Por fim pediu que chamassem ela novamente. Mal sabe ela quanta gente não gostaria de receber ela em casa. Quer dizer, ela deve saber sim e se brincar ainda vai tirar a maior onda depois de ler esse texto tão bem intencionado.

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  1. Dayane Ferreira

    29 julho

    Mano, essa mulher é muito foda! Eu acompanho os videos dela há um bom tempo e, me identifico muito com a personalidade dela (até na forma escrota de falar). Lamentei e continuo lamentando por não ter ido ao evento. Mas quem sabe em uma próxima! Taty, você é simplesmente foda!

  2. Eri Jonhson

    6 agosto

    Muito foda. Mas não gostei da foto de vocês: parece que ela não está se divertindo :\

  3. Adoooro a Acidez Feminina :)

  4. onde digo digo não digo digo digo Diogo?

  5. o homem tem que ser muito macho pra namorar uma mulher dessa bonita ,inteligente e engraçada

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